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Como não cometer o erro número um do setor financeiro: ter pró-labore

Sou empreendedora e logo que entrei nesse mundo eu tinha uma certeza: ter o meu pró-labore e não misturar o meu dinheiro com o dinheiro da empresa. E esse é o pior erro que o empreendedor ou um empresário pode fazer!

Quando comecei a trabalhar no setor financeiro, ainda como auxiliar, vi como funciona o contas a pagar e o contas a receber e o quanto é importante saber exatamente quanto temos para pagar e quanto temos para receber dos clientes.

Quando um sócio mistura suas despesas pessoais isto torna o trabalho no financeiro insuportável, sério! Tanto para os funcionários que acabam tendo acesso a informações que eles não precisam ter (como por exemplo: o valor das mensalidades da escola dos filhos, conta de água e energia elétrica, a parcela do carro e daí pra pior…) quanto para o dono da empresa que fica vulnerável sem saber exatamente quanto ganha e quanto gasta e isso mostra que se ele não tem nem controle do orçamento doméstico como é que cuida da empresa?

[Fica a Dica: Um canal do youtube que super indico para quem quer organizar a vida financeira pessoal é o Me Poupe da querida Nathalia Arcuri]

Então é muito importante que o dono da empresa saiba exatamente quando e como terá o seu pagamento.

Na minha empresa eu faço uma única retirada mensal. Essa retirada é chamada de Pró-labore.

O QUE É PRÓ-LABORE?

Sendo bem direta e prática na definição: é o salário dos sócios que trabalham na empresa, pronto!

Se todo funcionário tem direito ao seu salário e aos seus direitos trabalhistas, os sócios que trabalham na empresa também tem o seu direito de receber da empresa.

❗ ❗ ❗ Os sócios que não trabalham na empresa não recebem o pró-labore, eles recebem os DIVIDENDOS no tempo definido entre os sócios, geralmente no começo do ano depois da apuração dos lucros do exercício (ano) anterior

COMO CALCULAR O PRÓ-LABORE

Geralmente essa é a maior dúvida quando vamos definir o valor do PL, foi assim na minha empresa e sempre é assim nas consultorias que eu faço. Para definir o valor do PL ofereço duas opções:

  1. Saber o valor do salário de um funcionário que faria a mesma função que o sócio atua na empresa; ou
  2. Calcular quanto o sócio precisa receber por mês para suas despesas pessoais.

Na primeira opção quando o sócio executa uma função específica na empresa podemos pesquisar o valor do salário que seria pago a um funcionário para executá-la e estipular esse valor inicial. Alguns empresários, também optam por escolher a sua remuneração baseados no valor do salário mínimo atual, exemplo: 1 salário e meio, 2 salários.

Na segunda opção quando a empresa ainda está começando, alguns sócios estipulam como retirada apenas o que eles precisam para o pagamento das suas despesas pessoais.

Para tomar a melhor decisão é importante analisar o financeiro da empresa e chegar ao melhor valor. O trabalho que dá para a definição do PL garante a saúde financeira da empresa. NUNCA será bom se o sócio não tiver um valor estabelecido, certo? De verdade, NUNCA será. Pois confundir o caixa (e as contas bancárias da empresa) como extensão da carteira do sócio é muito ruim para os negócios pois é como se o céu fosse o limite mas sabemos que quando falamos de dinheiro ele tem limite sim!

❗ ❗ ❗ Quando um sócio não tem definido o valor do seu PL e acessa facilmente a conta bancária ou o caixa da empresa ele fica com a sensação de ter dinheiro sempre disponível, e é uma tendência humana não querer se impor limites, não é mesmo? Quando o sócio passa a gastar mais dinheiro da empresa com suas despesas pessoais o caixa começa a ser desfalcado e problemas sérios podem ocorrer sendo necessário empréstimos bancários de emergência, com juros mais altos para apagar o incêndio.

A Granatum criou uma planilha bem legal que ajuda no cálculo do Pró-labore: para fazer o download Clique Aqui 🙂

QUAIS SÃO OS ENCARGOS DO PRÓ-LABORE

Eu entendo a importância dos impostos e sei o quanto a carga tributária desse país é alta mas como diz a Nathalia Arcuri: “Se queremos enriquecer licitamente no Brasil, temos que pagar os impostos”. E tem aquela velha máxima cristã que diz: “Daí a César o que é de César e a Deus o que é Deus”, então pagar os impostos é um mal necessário, rs. Dito isto, seguimos em frente:

Diretamente no PL temos dois impostos: o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e o IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física):

No INSS a alíquota é de 11%, independente do valor do PL – apenas atente-se para o valor do teto da contribuição. Porém, se a empresa não for optante do Simples Nacional a legislação previdenciária determina que a empresa contribua com 20% sobre o valor do Pró-labore – é uma dupla cobrança do IR, já que além de cobrar do sócio o imposto também é pago pela empresa, o que é ruim. Então, muitas empresas optam por pagar maiores dividendos porque o IR é pago somente pela empresa e pagar um valor menor de Pró-labore.

No IRPF a alíquota dependerá da tabela vigente do governo, que todo ano atualiza os valores.

Uma situação positiva do INSS é que ele pode ser visto como uma proteção para os sócios pois desde o primeiro mês de contribuição a pessoa está assegurada – não que eu deseje que alguém dependa do INSS para se aposentar mas que o tenha como uma opção em caso de acidente ou de algum sinistro que por ventura ocorra e impeça o trabalho por um período de tempo.

O QUE FAZER AGORA?

Agora que você viu o quanto é ruim para a empresa não ter o PL definido deixo o seguinte conselho:

– Se você é empreendedor e não tem definido o seu “salário” é importante que passe alguns minutos pensando nisso e o estabeleça, ou
– Se você é funcionário de uma empresa onde o dono tem o hábito de transformar o caixa na extensão de sua carteira, converse com ele a respeito do PL, o quanto é prejudicial essas retiradas sem programação e tente definir um valor junto com ele.

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Se ficou com alguma dúvida escreva aqui embaixo pois será uma honra pra mim poder respondê-la.

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Até o próximo!

Leia o post: Setor Financeiro – O que é E Como Organizar

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